Configuração para loja de roupas

Poucas visitas por ano e ticket alto, pontos por real gasto, sem prazo e com o prêmio em forma de vale.

Loja de roupas é o oposto da cafeteria. Lá o cliente aparece todo dia e gasta doze reais; aqui ele aparece três ou quatro vezes por ano e gasta trezentos. Qualquer configuração pensada para frequência simplesmente não funciona, e é o erro mais comum de quem copia o cartão de carimbo do café da esquina.

A mesma configuração serve calçados, moda íntima, joalheria, ótica, papelaria, floricultura, loja de presentes e decoração: ticket alto, visita rara.

O objetivo

A cada R$ 1.000 em compras, um vale de R$ 100 para a próxima.

A configuração exata

O caminho curto: em Configurações → Pontuação, no quadro Não sabe por onde começar?, escolha Roupas e calçados e clique em Aplicar sugestão. O sistema preenche os valores das tabelas abaixo (e também o nome do prêmio, o ícone dos selos e as mensagens, que você pode trocar depois). Confira e salve.

Escolher o ramo e aplicar a sugestão: o resumo mostra o programa, o mesmo das tabelas abaixo.
Escolher o ramo e aplicar a sugestão: o resumo mostra o programa, o mesmo das tabelas abaixo.

Configurações → Pontuação, no método:

Campo Valor Por quê
Método de pontuação Pontuação Manual Uma camisa de R$ 120 e um casaco de R$ 400 não podem valer a mesma coisa

Na mesma aba, em Limites e Restrições:

Campo Valor Por quê
Meta de Pontos para Premiação 1.000 Cada real é um ponto; mil é cerca de um ano de cliente regular
Limite Diário de Pontos desligado A compra grande é justamente a que o programa quer premiar
Validade dos Pontos desligada Ver abaixo: é a decisão que faz ou quebra esta receita

Por que a validade fica desligada

Um cliente de loja de roupas compra na troca de estação: outono, verão, uma data comemorativa. São três ou quatro compras por ano, com quatro meses de intervalo.

Qualquer prazo de validade curto zera o saldo entre uma estação e outra, e o cliente descobre isso no pior momento possível: no caixa, achando que tinha direito ao vale. Um programa que só funciona para quem compra todo mês, num ramo onde ninguém compra todo mês, é um programa que só gera frustração.

Se você quiser algum prazo, use 365 dias e conte a ele que é anual. Não use 30, 60 nem 90.

Por que o prêmio é vale e não peça

Em cafeteria o prêmio é um café: custa pouco, sai do estoque e a conta fecha. Em roupa não existe "uma peça": existe uma peça de R$ 90 e outra de R$ 600, e prometer "uma peça" é prometer um número que você não controla.

O vale resolve: valor fixo, custo previsível, e o cliente quase sempre gasta acima dele, o que transforma o prêmio numa nova venda. Dez por cento do acumulado é a régua comum: mil reais gastos, cem de vale.

Escreva a regra do vale antes de ligar o programa: se acumula com promoção, se tem prazo para usar, se dá troco. Essas três perguntas aparecem na primeira vez que alguém resgata.

O que o cliente vê

Uma cliente com 620 dos 1000 pontos

Acima de trinta pontos de meta o cartão para de desenhar selos (mil círculos não cabem em tela nenhuma) e mostra saldo, meta e barra de progresso. Não há o que configurar: o formato segue o tamanho da meta.

Variações que valem considerar

Se mil pontos parecem um número distante demais, divida por dez: informe 1 ponto a cada R$ 10 e ponha a meta em 100. O cliente entende "faltam 38 pontos" mais rápido que "faltam 380", e o programa é exatamente o mesmo.

Se você quer premiar quem volta e não quem gasta, é outra receita: Pontuação Incremental com meta 5, como na configuração para lava-rápido. Cinco compras no ano, independentemente do valor, ganham o vale. Premia frequência em vez de ticket: funciona bem em papelaria e floricultura, onde a compra é pequena e recorrente.

Se você é ótica ou joalheria, o intervalo é ainda maior: às vezes anos. Aí o cartão vale mais como cadastro e histórico do que como programa de pontos: o aniversário e o registro da última compra rendem mais do que a meta.

Antes de abrir para os clientes

  1. Cadastre um cliente de teste com o seu próprio celular.
  2. Lance uma compra de R$ 320 e confira que o saldo mostra 320.
  3. Lance mais duas até passar de mil e veja o cartão dizer que a recompensa está liberada.
  4. Envie o cartão virtual para você mesmo e veja como ele chega.
  5. Exclua o cliente de teste.

Nada é abatido sozinho no passo 3: o saldo só baixa quando você registra a premiação, e é você quem decide o momento de entregar o vale.

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